Uma coletânea de poemas e haicais nascidos como diário secreto, onde o silêncio da internet se torna espaço de confissão.
Sinopse
Em Confessionais, Luiz Carlos Wandratsch reúne poemas e haicais escritos desde 2013, textos que nasceram como forma terapêutica de tocar sentimentos nem sempre claros, nem sempre confortáveis. Publicados originalmente em diferentes contas do Tumblr, sem pretensão de serem encontrados ou lidos, os poemas carregam a marca de quem escreve para si mesmo antes de escrever para o mundo, quase como um exercício psicografado de dizer o que não se diz a mais ninguém. A distância entre o autor e aquilo que ele escreve é a mesma distância entre o leitor e o que vai encontrar aqui: uma intimidade que não pede licença para se revelar.
A obra caminha em dois movimentos, cada um com sua própria respiração. No Capítulo 1, dedicado aos haicais, Wandratsch trabalha a forma fixa como quem trabalha um espelho pequeno e afiado. São flashes cotidianos capturados com precisão e humor ácido: a timidez que não vira conversa, a paixão volátil que dura o tempo de aproveitar, as noites insones, o frio curitibano, o WhatsApp que acende a esperança e não é quem se espera, o remédio esquecido em casa que rouba a noite inteira de sono. Há também haicais que brincam com a própria forma, que confessam o vício em substâncias controladas ou zombam da métrica que não seguem, e outros que, em três versos, atravessam o luto, a insegurança e a vontade de desaparecer sem nunca perder a leveza da forma breve.
No Capítulo 2, os poemas se abrem em respiração mais longa e a confissão se aprofunda. É aqui que o livro assume, sem rodeios, o peso do título: a ansiedade que insiste em voltar, o medo do escuro, o amor que não cabe em uma frase, o desejo que se mistura à vergonha, a solidão que teima em se instalar mesmo quando cercada de gente. Alguns poemas atravessam territórios mais duros, como o cansaço de existir e a vontade de sumir, tratados com a honestidade de quem já conheceu esses lugares e decidiu escrever a partir deles, não sobre eles. Outros se voltam para a fé, como a reescrita pessoal da parábola do filho pródigo, ou para a infância, como a criança que insiste em sobreviver dentro de quem cresceu. E o livro se encerra com seu poema mais desnudo: uma longa despedida em prosa poética para a avó, cadência de quem repete perguntas sem esperar resposta, e que resume, em poucas páginas, tudo o que os haicais anteriores só sugeriram.
Wandratsch escreve sem pretensão de forma ou motivo, deixando as ideias fluírem como reflexos espontâneos de quem sente antes de entender. Não há cronologia temática, não há divisão por assunto: os textos atravessam da adolescência ao presente como um mosaico de quem escolheu registrar, sem filtro, o que doeu, o que fez rir e o que ainda dói. É poesia como sobrevivência, como forma de nomear o que parecia inominável, e como convite ao leitor para reconhecer, nas confissões de outra pessoa, pedaços das próprias. Ler Confessionais é entrar em um arquivo de mais de uma década de vida, organizado não por datas, mas por aquilo que insistiu em ser sentido.
Sobre o autor
Luiz Carlos Wandratsch é curitibano, nascido e criado na cidade, advogado e professor. Aos 30 anos, escreve desde a adolescência, sempre como forma de terapia e sem grandes pretensões literárias. Encontra nos haicais e nos poemas a liberdade de brincar com as palavras, deixando-se guiar pelos sentimentos sem se preocupar com o resultado final. Essa relação despretensiosa com a escrita é o que confere a Confessionais seu caráter mais particular: o de um autor que escreveu para si antes de escrever para qualquer leitor.
Sobre esta edição
Confessionais integra o selo Andrômeda, dedicado à ficção e poesia contemporâneas brasileiras. Esta edição reúne, pela primeira vez em formato de livro, textos que circularam de forma dispersa e anônima pela internet ao longo de mais de uma década, organizados em dois capítulos que preservam o caráter fragmentário e confessional da escrita original de Wandratsch. O projeto editorial respeita a cronologia de composição de cada texto, indicada ao final de cada poema e haicai, permitindo ao leitor acompanhar a trajetória de quem escreveu do fim da adolescência até o presente sem jamais perder a espontaneidade que caracteriza esses versos desde o Tumblr.
Por que ler este livro
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Descubra uma poesia confessional que não busca embelezar a dor, apenas nomeá-la
Acompanhe haicais precisos e poemas de respiração longa sobre amor, ansiedade, memória e perda
Reconheça, na intimidade do autor, fragmentos da própria experiência
Conheça uma voz contemporânea que transforma o Tumblr em arquivo poético
Acompanhe mais de uma década de escrita organizada como diário emocional
Encontre, no poema final sobre a avó, um dos retratos mais sensíveis do luto na poesia brasileira recente
Especificações
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Título: Confessionais
Autor: Luiz Carlos Wandratsch
Editora: Andrômeda Editora
Selo: Andrômeda
Idioma: Português
Número de páginas: 158
Formato: Brochura com orelhas
Gênero: Poesia brasileira contemporânea
Confessionais é, antes de tudo, um convite à honestidade. Ler este livro é acompanhar alguém que decidiu, verso a verso, dizer o que sempre foi mais fácil calar, e reconhecer, nesse gesto, uma forma de coragem que também pode ser nossa.






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